Profª. Adriana Calvo - Direito do Trabalho
ÁREA RESTRITA A ALUNOS
Facebook
Twitter
Youtube
Busca

Notícias

Call Center: Relações trabalhistas também precisam evoluir
17/12/2005
Arquivo Notícias
Problemas na qualidade do atendimento, relacionadas ao baixo grau de capacitação dos funcionários, também trazem à tona uma questão polêmica no setor que emprega mais de 600 mil pessoas: as condições de trabalho.

O perfil médio dos operadores de call center, também chamados de operadores de telemarketing ou teleatendentes, é de um jovem, entre 18 e 29 anos, com ensino médio completo e que está no primeiro emprego, conforme informações do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing (Sintratel).

Segundo Topázio Silveira Neto, presidente da Associação Brasileira de Telemarketing (ABT), as empresas de call center estão se preocupando cada vez mais com a profissionalização dos funcionários. "Paga-se um preço alto por empregar jovens que estão trabalhando pela primeira vez, pois eles não têm muitas noções de limites e responsabilidades", afirma Topázio.

Por outro lado, de acordo com Marco Aurélio Coelho de Oliveira, presidente do Sintratel, as empresas se beneficiam do fato de que os jovens oferecem menos resistência em relação à remuneração.

No momento, há uma disputa judicial acerca da representação sindical correta para os teleatendentes no Estado de São Paulo. A Atento, do grupo Telefónica que emprega 52 mil funcionários, escolheu como representante de seus funcionários o Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações (Sintetel), que estabelece como piso salarial o valor de R$ 420. O Sintratel, no entanto, fixou o piso em R$ 510 e se diz o representante legítimo dos operadores de call center. Em setembro, o juiz Samir Soubhia da 22ª Vara de Trabalho de São Paulo deu ganho em primeira instância ao Sintratel.

Segundo Topázio Silveira, da ABT, o setor também precisa evoluir nas relações trabalhistas. De acordo com ele, o Ministério do Trabalho já está preparando a norma de regulamentação dos teleatendentes. Até agora, esses profissionais têm sido regulamentados por comparação com telefonistas ou vendedores.

Outra questão ligada à atividade diz respeito aos problemas de saúde que os operadores podem sofrer. Muitos desenvolvem Lesões por Esforço Repetitivo (LER), problemas de audição e nas cordas vocais. A ansiedade e o estresse, por conta da pressão para cumprir metas de vendas ou por ter de seguir um script rígido durante a conversa com o cliente, podem levar os empregados a desenvolver desde hipertensão até quadros mais graves de depressão e síndrome do pânico.

(RC)
Fonte: Valor Econômico
Calvo e Fragoas Advogados
MATRIZ
Edifício Metrópolis
Itapecuru 645 - sala 1325
Alphaville Industrial Barueri SP CEP 06454-080
Tel: 11 4195-8130
FILIAL
Av. Paulista 726, 17º Andar, Cj. 1707-D
Bela Vista São Paulo SP CEP 01310-910
Tel: 11 3254-7516
Fax: 11 3254-7628
Powered By Vexxo