Profª. Adriana Calvo - Direito do Trabalho
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Empresas apostam em programas de prevenção às drogas
Uso de drogas no trabalho prejudica desempenho profissional
12/05/2010
Arquivo Notícias
Drogas não combinam com nada, muito menos com trabalho. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o funcionário sob efeito de entorpecentes utiliza, em média, 67% da capacidade de trabalho e ainda tem o triplo de probabilidade de chegar atrasado ou faltar ao serviço.

Segundo o médico Luiz Alberto Chaves de Oliveira, Laco, coordenador de atenção às drogas da cidade de São Paulo e autor do livro Drogas no Ambiente de Trabalho, promovido pela Secretaria de Participação e Parceria da Prefeitura de São Paulo, o consumo de substâncias tóxicas em excesso, sejam elas lícitas ou ilícitas, só têm a prejudicar.

Aumenta o absenteísmo, diminui drasticamente a produtividade, a pessoa começa a chegar atrasada e a querer sair mais cedo, aumenta a irritabilidade dela com os colegas, enfim, uma série de consequências danosas para a vida e a carreira do profissional, comenta.

Para Laco, a pressão do cotidiano no trabalho e o ambiente de clima ruim são apenas alguns dos fatores que podem estimular a pessoa a entrar no péssimo caminho das drogas. Mas esses elementos não são os únicos. Há um conjunto de fatores biológicos, emocionais e ambientais, complementa.

Soluções - Para lidar com a questão no trabalho, o Serviço Social da Indústria do Rio Grande do Sul (Sesi-RS) tem, desde 1995, um Projeto de Prevenção ao Uso de Drogas no Trabalho e na Família. Esse projeto, realizado em parceria com o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), foi implantado nas empresas do Estado e outros países do Conesul como Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina.

Edison Lisboa, superintendente regional do Sesi-RS, explica que é realizado um diagnóstico sobre o uso de álcool e outras drogas pelos trabalhadores da indústria do RS. O número de pessoas atingidas pela metodologia de prevenção é de 226.885 trabalhadores, em 105 empresas.

Prevenção - A Avon também tem um programa de prevenção às drogas desde 1997. Segundo Elza Maio, Coordenadora de Responsabilidade Social da área de Recursos Humanos da empresa, a empresa criou uma política de prevenção, oferecendo tratamento, orientação e acompanhamento ao dependente químico.

Por intermédio da parceria com a clínica Vila Serena, que tem unidades em São Paulo e em outras localidades do Brasil, o programa atende funcionários que necessitam de tratamento tanto da fábrica em Interlagos, quanto dos Centros de Operação Logística em Osasco, Bahia e Ceará.

A clínica segue a metodologia dos 12 passos, a mesma praticada pelos Alcoólicos Anônimos. O tratamento não se faz a base de medicação, o trabalho é em busca da conscientização da pessoa, explica Elza e complementa que 118 funcionários já foram atendidos com um índice de 70% de recuperação.

Uma das únicas pesquisas a respeito de drogas no ambiente de trabalho no país, realizada em 107 municípios pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 2001, registrou a dependência de álcool em 11,2% dos entrevistados. Segundo as conclusões do estudo, essa é a droga que causa mais problemas dentro das empresas, seguida por tabaco, maconha e cocaína.
Fonte: IG
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