Profª. Adriana Calvo - Direito do Trabalho
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Assédio Moral

Onda de suicídios volta a preocupar a francesa Orange

A Orange-France Telecom, maior operadora de telefonia fixa e celular da França e uma das maiores da Europa, está vivendo uma nova onda de suicídios de funcionários. Desde o início do ano, dez funcionários se mataram – quase o mesmo que em todo o ano de 2013.

O problema é antigo na empresa, que sofreu uma primeira onda de mortes entre 2008 e 2009. Outras grandes multinacionais do país, como a Renault, também já passaram pelo problema.

O primeiro alerta sobre o retorno do problema foi lançado há uma semana, em Paris, pelo Observatório do Estresse, uma organização não governamental criada por sindicatos da França para monitorar empresas denunciadas por impor políticas de trabalho duras demais.

Nesta semana um novo caso foi computado – o de um jovem de 25 anos encontrado morto em 6 de março. De acordo com o organismo, dos dez casos recenseados em 2014, três são de mulheres e sete de homens.

Em razão do novo surto, dois órgãos ligados aos Ministérios da Saúde e do Trabalho da França foram acionados para apurar as circunstâncias de trabalho dos funcionários mortos. “Esta deve ser a ocasião para a direção do grupo se explicar sobre essa degradação, as causas e sobretudo as medidas de urgência que a empresa pretende implantar”, diz observatório.

“No espaço de um ano, a situação se degradou pela supressão de empregos programada ao longo de vários anos e a insuficiência de contratações, a aceleração de fusões, de restruturações, de fechamento de unidades, mudanças de função e mudanças de ambiente de trabalho”, advertem os sindicatos.

A direção da Orange confirmou a ocorrência de “vários suicídios”, mas adverte que seriam nove – e não dez -, e cada morte com razões particulares.

“Há um número elevado de suicídios desde o início do ano, é incontestável e absolutamente dramático”, afirmou o diretor de Recursos Humanos da empresa, Bruno Mettling, em entrevista à agência France Presse. “É preciso ser muito prudente neste momento sobre a análise feita de existência de vínculos com o trabalho. Não se deve nem negar nem afirmar esses vínculos.”
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