Profª. Adriana Calvo - Direito do Trabalho
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Depressão
29/06/2001
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Um dos mais devastadores males da produtividade empresarial, a depressão entre os trabalhadores, começa a ter as causas desvendadas. Vem à tona explicações para as “estranhas coincidências” de distúrbios psicológicos que acometem vários funcionários de um mesmo setor ou empresa. O nome desse fenômeno que causa a depressão é estranho: síndrome loco-neurótica. Os primeiros sinais do processo são percebidos na fala e nas atitudes. A pessoa começa a ter comportamento defensivo dentro do ambiente de trabalho. Fica desmotivado, negligente e reclama de tudo e de todos.

Com o passar do tempo, esse comportamento funciona como uma bomba-relógio que desencadeia a tão enigmática doença que afeta o corpo, o humor e o pensamento. Foi a constatação da pesquisa sobre os fatores socioambientais de risco à saúde mental realizada pela psicanalista Hilda Maria Rodrigues Alevato, professora da Universidade Federal Fluminense.

Durante dez anos, a psicanalista acompanhou o comportamento de 1.500 funcionários de companhias do Rio de Janeiro, Bahia, Pará e Sergipe. “Os responsáveis pelas tomadas de decisão estão mais próximos dos fatores de risco”, explica. A pesquisa também mostrou que esse grupo é o que apresenta mais dificuldade em assumir a doença. Mascaram o sofrimento, dizendo: “Só estou deprimido”. Procuram apoio quando já estão doentes e não conseguem mais render o necessário ou nem mesmo se concentrar no trabalho.

A síndrome loco-neurótica não é doença. É um fator que pode levar a distúrbios de comportamento que vão desembocar na depressão. Dentro das empresas, geralmente, o processo é conseqüência de falhas na gestão, da desenfreada busca por resultados, do excesso de competitividade e da redução das atividades de lazer. “As pessoas vão adoecendo sem perceber”, afirma Hilda. A psicanalista diferenciou os problemas vividos individualmente e se concentrou nas relações de trabalho.

Nos Estados Unidos, a Associação Nacional para a Saúde Mental fez as contas: somando a queda da produtividade, os dias afastados e os custos com tratamento da depressão, as perdas chegam a US$ 80 bilhões por ano. No Brasil, não existem dados precisos, mas já se sabe que é a segunda principal causa de afastamento do trabalho. Os números são assustadores. A estimativa é que 15% das pessoas adultas sofram de algum tipo de depressão. Com mais freqüência, a doença se manifesta entre os 25 e 40 anos, ou seja, no auge do desempenho profissional.

Desde 1999, a depressão passou a ser reconhecida na categoria de doença do trabalho, mas na prática o problema ainda não é encarado dentro da maioria das empresas. “Não adianta atender só o doente, é preciso evitar o sofrimento no trabalho”, diz Hilda Alevato. De fato, essa não é uma doença fácil de lidar, afinal os sintomas são subjetivos e pode ser desencadeada por diversos fatores emocionais. Mas nem por isso deixa de ser grave. Afinal, pode até levar a morte. Para tentar amenizá-la, é fundamental a atuação das empresas com programas de apoio psicológico, que trate os distúrbios antes que se tornem uma doença.

Os melhores programas de prevenção da depressão ainda são encontrados nas multinacionais. Esse é o caso do americano BankBoston. Além do convencional tratamento psicológico e de terapias alternativas, a instituição oferece um serviço de Fone Help. Pelo 0800, é possível fazer uma consulta de emergência para aliviar uma tensão repentina. Detalhe: a pessoa não precisa se identificar. Só no ano passado, foram realizados 5 mil atendimentos nos consultórios e cerca de mil por telefone. Os executivos do Citibank também contam com trabalhos preventivos. Anualmente, passam por uma avaliação médica completa e se necessário são encaminhados para tratamentos com psicólogos. Quando não consegue evitar a depressão, a instituição estende o programa de apoio ao funcionário até o retorno ao trabalho.
Fonte: Revista Isto É Online
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