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Discriminação nos bancos: julgamento da Ação contra o Bradesco terá "vigília da esperança" em São Paulo
17/12/2005
Arquivo Notícias
Entidades da sociedade civil ligadas ao movimento de promoção de direitos dos negros vão fazer manifestação nesta sexta-feira (16/12), em frente à principal agência do banco Bradesco, no centro de São Paulo. O objetivo é aguardar em vigília o resultado do julgamento em primeira instância da Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra o banco, na 16ª Vara do Trabalho de Brasília.

O resultado deve ser anunciado por volta de 16h30, em decisão que será assinada pela juíza do Trabalho Elke Doris Just. Ela será a segunda juíza a se manifestar no âmbito das cinco Ações Civis Públicas ajuizadas pelo MPT contra os cinco maiores bancos do Distrito Federal (ABN AMRO Real, Bradesco, HSBC, Itaú e Unibanco) por discriminação de trabalhadores. No dia 14 de novembro, o juiz Alexandre Nery Rodrigues de Oliveira, da 12ª VT de Brasília, julgou improcedente o pedido do MPT contra o banco HSBC.

De acordo com o frei David Santos, coordenador da organização não-governamental Educafro (Educação e Cidadania de Afro-Descendentes e Carentes), a manifestação denominada "vigília da esperança" tem fins pacíficos e terá a compromisso de esclarecer os clientes do banco sobre as ações do MPT contra as instituições financeiras que promovem a discriminação de trabalhadores no tocante à gênero, raça e idade.

"Serão cerca de 40 negros que estarão fazendo panfletagem junto aos clientes do banco. Estes precisam saber que essas instituições, mesmo tendo um dos maiores lucros da atividade econômica do País, mantêm políticas de emprego discriminatórias. Vamos perguntar aos clientes se eles concordam que o dinheiro deles (depositado no banco) seja usado para discriminar negros", explica.

Segundo o frei David Santos, a decisão do juiz Alexandre Nery Rodrigues de Oliveira, ao julgar improcedente a ACP ajuizada pelo MPT, provocou um grande questionamento entre as entidades do movimento negro: "Jamais imaginamos ser possível ler 400 páginas em apenas 4 dias, como fez o juiz.

Por que ele fez questão de dar a sentença no dia 16 de novembro, quando houve a marcha contra a discriminação em Brasília? Consciente ou inconscientemente, o juiz que tem uma postura dessas está a serviço de algum setor e não do conjunto da sociedade brasileira. E por último, temos a certeza de que em cinco anos, ele terá vergonha de ter proferido essa sentença".

O MPT apresentou recurso à decisão do juiz Alexandre Nery Rodrigues de Oliveira.
Fonte: MP do trabalho
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