Profª. Adriana Calvo - Direito do Trabalho
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Wal-Mart é acusado de excluir minorias
16/10/2006
Arquivo Notícias
Neste mês chega a São Paulo o filme "Wal-Mart: the high cost of low price" ("Wal-Mart: o alto custo do preço baixo"), documentário que critica duramente a política expansionista da maior rede de varejo do mundo, com faturamento anual de US$ 312 bilhões e 1,8 milhão de empregados.

O filme utiliza depoimentos de ex-funcionários e clientes que acusam a empresa de promover a exclusão de minorias, limitar benefícios sociais, contribuir para a poluição ambiental e até de fazer vistas grossas a assaltos e a seqüestros que acontecem nos estacionamentos de suas lojas.

Produzido e dirigido pelo ativista político Robert Greenwald que já criticou duramente os EUA na Guerra do Iraque e fez um documentário contra Rupert Murdoch (o dono da rede Fox), o filme, de 98 minutos, foi exibido no ano passado nos EUA. É duramente rechaçado pela gigante norte-americana de varejo.

Entre os depoimentos, Edith Arana, ex-funcionária e afro-americana, diz que não foi promovida depois de ouvir que não haveria espaço "para pessoas como ela" na empresa. Laura Tanaka, cliente da rede, afirma que quase foi assaltada no estacionamento da loja de Oxnard, Califórnia, em 1998, e reclama da falta de segurança nas lojas.

O documentário será exibido na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, que acontece neste mês. A informação é confirmada pela assessoria do evento. Em setembro, o filme foi apresentado no Festival do Rio de Janeiro.

De acordo com informações presentes no documentário, um estudo da Universidade de Berkeley (Califórnia) mostra que os salários de funcionários do comércio cai de forma brusca no local onde o grupo abre suas lojas. "O estudo [de novembro de 2005] mostra que o Wal-Mart reduz os salários em áreas urbanas, com perda anual de US$ 3 bilhões para os trabalhadores do varejo", segundo informa o documentário.

Em termos econômicos, a crítica de especialistas é focada nessa questão: a expansão da rede favorece a concentração do varejo. A empresa cresceu e ampliou seu poder de barganha no mundo e isso levaria empresas menores à quebradeira. No Brasil, a rede é a terceira maior do setor supermercadista, com vendas de mais de R$ 11 bilhões. Isso representa menos de um nono do varejo de alimentos brasileiro.

Rede repudia filme

Procurado pela Folha, o Wal-Mart informa, em nota, que "repudia fortemente o conteúdo do filme e esclarece que a produção exibe, de forma sensacionalista e parcial, informações incorretas sobre a atuação da empresa nos EUA".

A empresa criticou o material na época do seu lançamento nos EUA. Apresentou dados contrários aos apresentados no filme a respeito do relacionamento da empresa com os sindicatos, da política salarial e de benefícios, além de plano de carreira e seleção.

No Brasil, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo informa que mantém uma política "tranqüila" de negociações com a rede e que não registrou, até hoje, reclamações de sindicalizados. São 54 mil empregados no país.

"O Wal-Mart é a empresa que mais investe em programas sociais para a comunidade, tendo, no último ano, doado mais de US$ 245 milhões para mais de cem mil ONGs nos EUA", informa o comunicado.
Fonte: Folha Online
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