Profª. Adriana Calvo - Direito do Trabalho
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Fusão de pequenas e médias bancas pode virar tendência
19/11/2008
Arquivo Notícias
Fusões entre pequenos e médios escritórios estão sendo uma alternativa para competir com as fusões de grandes bancas brasileiras e a entrada de internacionais no Brasil, conforme acreditam especialistas e sócios de bancas menores. "Há uma globalização entre os escritórios e, conseqüentemente, maior competitividade, por isso é necessário que principalmente os pequenos e médios se juntem para sobreviver", afirma Rodrigo Bertozzi, sócio da Selem, Bertozzi & Consul-tores Associados.

Bertozzi explica que as fusões, mais do que uma alternativa, são uma tendência no mercado. "Existem parcerias de mais de 20 anos, mas as fusões estão se acelerando nos últimos cinco, devido a maior necessidade de atender seus clientes em todas as áreas". Para ele, um dos motivos desse crescimento é o bom momento da economia brasileira, que atrai investimentos estrangeiros, como é o caso da vinda de escritórios de outros países para o País, que faz com que as pequenas e médias bancas se unam para ter mais força.

Outro fator apontado pelo advogado é que "não existe mais advocacia regionalizada, existe uma advocacia nacional". "É um mercado. Os escritórios são empresas prestadoras de serviços e precisam se expandir, atingindo várias localidades. Um meio para isso é a fusão", explica.

É o caso do Goes, Monteiro & Tocantins Advogados Associados que representa a fusão do Neves & Goes Advogados Associados e o Monteiro & Tocantins Advogados, ambos especializados em serviços jurídicos no ramo empresarial. As bancas, que mantiveram suas estruturas separadas no Rio de Janeiro, juntaram-se para atuar em Porto Alegre. Segundo o advogado Walter Monteiro a necessidade da fusão se deu porque suas atuações eram bem maiores na cidade gaúcha. "No Rio, temos uma estrutura sólida e cada um tem sua cartilha de clientes. Porém, em Porto Alegre, juntos, os escritórios tinham 85 colaboradores e em alguns casos nossas ações eram complementares, por isso fizemos a fusão", explica o advogado. O Goes, Monteiro & Tocantins tem 25 mil processos de várias áreas em Porto Alegre e existe há um ano. Atualmente, contam com mais de 100 nos três escritórios, antes as duas bancas contavam com 45 no total. Além do crescimento dos especialistas, o faturamento aumentou de 30% para 40%, de 2006 para 2007.

Cuidados

Apesar dos resultados positivos do Goes, Monteiro & Tocantins Advogados Associados, o advogado Rodrigo Bertozzi, que atendeu a 5 orientações de fusões de pequenos e médios nos últimos quatro anos, recomenda que a banca se junte com outras que atuam em áreas diferentes da dela. "Quando uma especializada na área trabalhista e outra na tributária, elas não competem entre si, o que torna mais ética a fusão e suprem a necessidade de ambas", avalia.

Foi com a intenção de suprir as demandas por outras áreas, que a Rossi & Rossi Advogados Associados, especializada em direito do trabalho e coletivo do trabalho, fundiu-se com a Rafael Maffini Advogados Associados (especialista em direito público e administrativo) e com a Milman Advogados (atendimento a pessoas físicas e jurídicas no direito civil). "Nossa união foi concluída em fevereiro desse ano, mas é antiga a solicitação de outras áreas do direito pelos nossos clientes", diz Mônica Rossi, sócia do Rossi, Maffini e Milman Advogados, que atende a região Sul do País. O Rossi & Rossi Advogados que antes tinha 6 advogados, hoje pode contar com a atuação de 20 profissionais.

Tendência

“A fusão é uma alternativa boa para o crescimento. Uma tendência no mercado, mas depende do que procura a clientela", analisa Mônica Rossi. Já para Guilhermino Paranaguá Cunha, sócio do Cortiano, Furtado, Sordi e Paranaguá Cunha Advogados Associados é uma tendência que se confirma com o passar dos anos. "A especialização é algo muito importante, mas quando o nosso escritório era Cortiano, Paranaguá Cunha tínhamos demandas não atendidas, o que nos frustava. O direito não tem mais essa noção de ser focada em uma área", avalia o advogado.

O escritório nasceu há dois anos, com a fusão do Furtado e Sordi Advogados Associados e do Cortiano, Paranaguá Cunha Advogados. O último era voltado para a pessoa física e o outro para o direito empresarial. "Ambos perceberam que uma pessoa física também era jurídica ou demandava uma orientação mais empresarial, por isso resolvemos juntar", diz o sócio do escritório, cujo faturamento aumentou em 50% com a fusão.
Fonte: Gazeta Mercantil
Calvo e Fragoas Advogados
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