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Greve dos bancários paralisa 33 mil em SP, segundo sindicato
A greve dos bancários deixou, nesta quinta-feira (29), 33,3 mil trabalhadores de braços cruzados e 844 locais de trabalho parados em São Paulo, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
29/09/2011
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É o terceiro dia de paralisação em bancos públicos e privados. Os bancários decidiram entrar em greve nacional por tempo indeterminado a partir de terça-feira (27).

Segundo os trabalhadores, a greve atinge 25 Estados e o Distrito Federal. O único Estado ainda sem greve, segundo os bancários, seria Roraima, que deve aderir à paralisação a partir do dia 3 de outubro, segunda-feira. A greve foi aprovada pelos bancários de Roraima em assembleia realiza na noite de terça.

A assessoria de imprensa da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) disse que a entidade não tem dados sobre o número de trabalhadores que aderiram à paralisação. Em nota, a entidade classificou a paralisação de "totalmente injustificada" e disse estar aguardando a retomada das negociações em busca de solucionar o impasse.

Passeata com os Correios

Os bancários decidiram convocar uma passeata em conjunto com os trabalhadores dos Correios na tarde desta sexta-feira (30), pelas ruas do centro velho de São Paulo. A concentração será na Rua Líbero Badaró, na altura da Avenida São João, a partir das 15h.

Histórico da greve

Os bancários entraram em greve após a quinta rodada de negociações com a Fenaban, na última sexta-feira (23), em São Paulo. A decisão de parar foi ratificada em assembleias na noite de segunda-feira.

A Fenaban propôs um reajuste de 8%, sendo 0,56% de aumento real a inflação registrada no período foi de 7,4%. Os bancários consideram a nova proposta insuficiente e pedem aumento real de 5%.

O sindicato defende que os bancos têm condições de atender às reivindicações dos bancários, principalmente por conta do lucro líquido de R$ 60 bilhões que atingiram apenas no primeiro semestre deste ano.

O que a Fenabran oferece

Segundo a Fenaban, foi feita uma proposta de reajuste de 8%, corrigindo salários, pisos, benefícios e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) a partir de 1º de setembro de 2011. O acordo garantiria uma correção acima da inflação pelo oitavo ano consecutivo.

A proposta prevê aumentar para R$ 1.845,77 o piso salarial para a função de caixa, para jornadas de seis horas.

O auxílio refeição subiria para R$19,60 por dia. A cesta alimentação, para R$ 336 por mês, além da 13ª cesta no mesmo valor. O auxílio creche mensal seria de R$ 282,24 por filho até 6 anos de idade.

Para a PLR, a distribuição prevista pela Fenaban é de 5% a 13% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários de cada empregado, mais o pagamento de uma parcela adicional de 2% do lucro líquido, distribuído de forma linear a todos os funcionários.

Os limites em valor da PLR também seriam reajustados pelo mesmo índice do salário (8%). Para a função de caixa, a PLR poderia chegar a quase quatro salários e, no caso do escriturário, ultrapassar os quatro salários.

O que os bancários querem

O reajuste salarial que os bancários querem é de 12,8%, o que corresponde a um aumento real de 5%. Também lutam por participações maiores nos resultados e lucros.

Querem ainda valorização dos pisos, vales refeição e alimentação no valor de um salário mínimo de R$ 545. Mais contratações, saúde e segurança ainda fazem parte das reivindicações.

(Com informações do Infomoney)
Fonte: UOL
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